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Japão: A cultura que alimenta a pedofilia?
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Japão: A cultura que alimenta a pedofilia?

18 maio 19 5 mins. de leitura
por Mandy Ariani

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Sem dúvidas, a cultura japonesa cativou diversas pessoas. Afinal, esse é um povo conhecido por sua educação, gentileza, pontualidade e respeito. No entanto, talvez você não saiba que, até os dias de hoje, o Japão carrega algumas características no mínimo problemáticas, principalmente, com relação à hipersexualização de crianças. Então, hoje vamos falar sobre isso! Será que o Japão alimenta a pedofilia?

No Japão, como em muitos outros países, a pedofilia é um problema sério. Porém, apesar da baixa taxa de criminalidade do país, os números de abuso infantil só crescem! Inclusive, em 2018, o país marcou o 14º aumento anual consecutivo. De acordo com a Agência Nacional de Polícia (NPA), 80.104 casos de violência chegaram ao conhecimento dos centros de atendimento ao menor em 2018.

Em 2019, o país mais uma vez voltou seus olhos para essa ocorrência lamentável, quando uma menina de 10 anosMia Kurihara – foi encontrada morta no banheiro de sua casa. Seu pai, Yuichiro Kurihara, 41 anos, foi preso pela morte e pelos abusos cometidos contra a filha. Porém, o mais triste é que já era sabido pelas autoridades que a criança sofria abuso desde 2017. No entanto, o centro de proteção responsável pelo caso concluiu que o abuso não era sério.

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Japão, abuso de crianças

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A hipersexualização da figura da criança em animes e mangás:

Infelizmente, Mia é uma das vítimas de uma política de criminalização que ainda não é forte o bastante no Japão. Para se ter uma ideia, só em 2014 a posse de pornografia infantil foi criminalizada. E, em 2015, a Maud de Boer-Buquicchio, relatora especial da ONU para o tráfico de menores e a prostituição e pornografia infantis, teria sugerido a proibição de mangás – quadrinhos japoneses – que envolvam conteúdo sexual extremo representando crianças. Porém, esse tipo de material não é considerado pedofilia no Japão.

“Nos últimos dez anos, a sexualização das crianças tem piorado de forma constante à medida que a idade de exploração delas também diminui”, falou Aiki Segawa à BBC Brasil – uma ativista de relações públicas da Lighthouse, organização sem fins lucrativos que combate o tráfico humano e exploração infantil.

“Existem produtos que usam menores de 15 anos vestidas com microbiquínis e que são forçadas a realizar atos sugestivos em filmes”, denuncia.

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Japão: a cultura da sexualização de crianças

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Definitivamente, as maiores controvérsias se encontram nos animes – animações japonesas – e mangás. Pois, esses são os produtos nos quais vemos explicitamente a representação de menores em atividades sexuais, muitas vezes sendo abusados. Nesse contexto, há quem diga que isso se deve à uma cultura extremamente regrada, então o erotismo infantil seria apenas uma forma de “escape”. Ademais, os apoiadores também defendem que não são usadas crianças verdadeiras, além de esse ser um direito de livre expressão dos criadores. Aliás, outros alegam que esse material é até um meio de “contenção”, pois os pedófilos poderiam se satisfazer com tais conteúdos – ao invés de buscarem abusar de crianças.

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Contudo, com os avanços das tecnologias e dos desenhos, as imagens que estão sendo feitas são cada vez mais realistas. Além disso, esses produtos causam uma “normatização” do ato, pois a maioria dos autores desses conteúdos que erotizam crianças abordam o tema de forma banal, e sem limites éticos e morais. Apesar da maioria desse tipo de obra estar presente nos hentais – animes ou mangás com representações sexuais -, ainda há muitas produções japonesas que não fazem parte desse gênero, mas usam a sexualização de crianças de forma implícita.

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Sexualização de crianças no Japão

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Sarada Uchiha é uma personagem de Boruto, filha de Sasuke Uchiha e Sakura Haruno. A personagem de 12 anos chegou a ser super sexualizada no mangá, gerando diversas críticas.

A pedofilia deve ser combatida ou saciada?

O fetichismo japonês é um dos mais criticados socialmente – e não é para menos. Algumas coisas que para outros países, como o Brasil, ainda são consideradas um tanto bizarras, assume tons de normalidade no Japão. Shotacon e Lolicon, por exemplo, são termos usados para definir um adulto, homem ou mulher, que se sente atraído por uma menina ou menino mais jovens.

Posto isso, o Japão já esteve envolvido em algumas polêmicas com relação ao pensamento de “conter” pedófilos. Como no caso de empresas, como a Trottla, que chegaram a lançar bonecas infláveis com idades de até CINCO anos para pedófilos. O criador, Shin Takagi, acredita que seu produto auxilia no controle de impulsos sexuais.

“Não há nada que garanta que o pedófilo vai se satisfazer somente com o brinquedo. A boneca pode simplesmente amenizar seu desejo até que ele tenha a possibilidade de abordar alguém de carne e osso” – Alexandre Saadeh, especialista em transtornos de sexualidade em conversa com o Catraca Livre.

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A hipersexualização de crianças no Japão

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Bem, sem dúvidas há diversas nuances e controvérsias nessa discussão, tais como fatores econômicos e liberdade de expressão, mas em contrapartida é necessário garantir a proteção das crianças. Mas e quanto a você, caro leitor, conteúdos extremos de sexualização infantil deveriam ser proibidos? Será que tais materiais realmente controlam os impulsos de pedófilos? Compartilhe a sua opinião com a gente!

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