Sentimento de Leitor

Juramos solenemente fazer boas recomendações
Imagem da Thumbnail para A Arte da Guerra por Sun Tzu
Resenhas

A Arte da Guerra por Sun Tzu

06 abr 19 3 mins. de leitura
por Caique Araujo

publicidade

Título A Arte da Guerra
Autor(a) Sun Tzu
Editora Novo Século
Páginas 160
Ano 2014
O que faz de um tratado militar, escrito por volta de 500 a.C., manter-se atual a ponto de ser publicado praticamente no mundo todo até os dias de hoje? Você verá que, em “A Arte da Guerra” as estratégias transmitidas pelo general chinês Sun Tzu carregam um profundo conhecimento da natureza humana. Elas transcendem os limites dos campos de batalha e alcançam o contexto das pequenas ou grandes lutas cotidianas, sejam em ambientes competitivos – como os do mundo corporativo – sejam nos desafios internos, em que temos de encarar nossas próprias dificuldades.

Pouco é conhecido sobre Sun Tzu, mas A Arte da Guerra é o mais antigo tratado militar da história da humanidade, produzido por volta do ano 500 (a.C.). Calcula-se que seu autor tenha vivido entre 544 e 496 (a.C.). Com uma extensa pesquisa, ele extraiu a essência de aproximadamente 800 anos de experiência na prática de guerra, sistematizou as observações e enunciou as lições que apreendeu de tal modo que a elite governante pudesse aplicar seus princípios e permanecer vitoriosa.

Apesar de soar “complexo”, a Arte da Guerra é um livro pequeno e feito para se ler em um dia – mas absorver constantemente. A edição resenhada acompanha uma capa dura almofadada com os treze capítulos originais escritos por Sun Tzu, além de mais três introdutórios para contextualizar o leitor – ponto para a Editora Novo Século. A leitura é fácil, embora a compreensão exija uma certa digestão do que fora lido. Nos treze capítulos principais estão uma série de estratégias, como regras a serem seguidas e enumeradas, sobre como vencer o inimigo conquistando uma vitória inteligente e majestosa.

Por consequência, está dito: Se conhecer o inimigo e a si mesmo, não temas o resultado de cem batalhas. Se conhecer a si mesmo, mas não o inimigo, para cada vitória, também sofrerás uma derrota. Se não conhecer a si mesmo nem o inimigo, sucumbirás a todas as batalhas.

A citação acima é a síntese perfeita para o livro. O conhecimento estratégico e o poder de usar esse conhecimento formam a essência dos ensinamentos de Sun Tzu. Lidar com as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças de forma consistente, ao mesmo tempo aleatória, para liderar a guerra e vencer o inimigo poupando esforços desnecessários e grandes recursos. A princípio, Sun Tzu, é bem direto em sua proposta: traçar o “plano perfeito” para obter uma possibilidade de vitória. E suas palavras são diretamente conectadas a um campo de batalha, mas indiretamente transcendem a essa simples percepção.

publicidade

Portanto, quando capazes de atacar, devemos parecer incapazes; ao usarmos nossas forças, devemos parecer inativos; quanto estivemos próximos, devemos fazer com que nossos inimigos acreditem que estamos bem distantes; quando estivemos distantes, devemos fazê-los crer que estamos próximos.

Em cada instrução é possível fazer inúmeros paralelos com a vida cotidiana e os desafios que enfrentamos. Talvez esse seja o grande diferencial do livro e talvez por esse motivo seja uma obra tão popular e mundialmente reconhecida. A visão de Sun Tzu traz uma pegada filosófica sobre o comportamento humano e suas reações, mas o que ele realmente visa explorar, em minha percepção, é como o saber leva a táticas inquebráveis e disputas imperdíveis.

A maior lição de Tzu ao longo dos três capítulos de sua obra é: antes de fazer, saiba o que está fazendo; antes de pedir, saiba o que está pedindo; e, além, antes de qualquer coisa, saiba tudo que a cerca. Não acredito, como muitos dizem, que Tzu elaborou uma dúzias de frases motivacionais e por isso o livro vale a pena. Adoto essa como uma análise superficial de suas palavras. Tzu simplesmente organiza como um verdadeiro líder deve agir a frente de todos e como cada unidade é importante e tem o seu valor estratégico.

Antes de encerrar esse artigo, será que a leitura vale a pena? Depende. A Arte da Guerra é um livro interessante e rico, mas passa longe de ser uma obra para qualquer um. Não é um daqueles livros que ler uma única vez fará diferença cultural, ele é simples. Mas, após uma leitura constante e digestão expressiva, A Arte da Guerra torna-se uma “bíblia estratégica” de valor inestimado. Conhecer as palavras de Sun Tzu nos mínimos detalhes, transformarão suas lições em um paralelo com situações reais e cotidianas e é por isso que este é um livro atemporal e transcendental.

Comentários

O blog Sentimento de Leitor disponibiliza o espaço do DISQUS para comentários e discussões dos temas apresentados no site, não se responsabilizando por opiniões, comentários e mensagens dos usuários sejam elas de qualquer natureza. Por favor respeite e siga nossas regras para participar. Compartilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas. Leia aqui os Termos de Uso e Responsabilidade .

A estrutura do site, bem como os textos, os gráficos, as imagens, as fotografias, os sons, os vídeos e as demais aplicações informáticas que os compõem são de propriedade do "Sentimento de Leitor" e são protegidas pela legislação brasileira e internacional referente à propriedade intelectual. Qualquer representação, reprodução, adaptação ou exploração parcial ou total dos conteúdos, marcas e serviços propostos pelo site, por qualquer meio que seja, sem autorização prévia, expressa, disponibilizada e escrita do site, é vedada, podendo-se recorrer às medidas cíveis e penais cabíveis. Leia aqui os Termos de Uso e Responsabilidade .

publicidade

quem escreve?

Mandy Ariani

Olá, eu me chamo Mandy! Sou apaixonada por livros, filmes, mangás e Jane Austen. Se você quer ficar por dentro do universo geek e literário, visite a gente!

colaboradores

publicidade

para te inspirar

Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então.

Lewis CarrollAlice no País das Maravilhas, 1865.

os mais lidos do blog

editoras parceiras

2019

resenhas as mais recentes

Instagram@sentimentodeleitor