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A Bailarina de Auschwitz

17 abr 19 4 mins. de leitura
por Mandy Ariani
Esta publicação é fruto de uma PARCERIA

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Título A Bailarina de Auschwitz
Autor(a) Edith Eva Eger
Editora Sextante
Páginas 304
Ano 2019
A bailarina de Auschwitz é a história inspiradora e inesquecível de uma mulher que viveu os horrores da guerra e, décadas depois, encontrou no perdão a possibilidade de ajudar outras pessoas a se libertarem dos traumas do passado. Edith Eger era uma bailarina de 16 anos quando o Exército alemão invadiu seu vilarejo na Hungria. Seus pais foram enviados à câmara de gás, mas ela e a irmã sobreviveram. Edith foi encontrada pelos soldados americanos em uma pilha de corpos dados como mortos. Mesmo depois de tanto sofrimento e humilhação nas mãos dos nazistas, e após anos e anos tendo que lidar com as terríveis lembranças e a culpa, ela escolheu perdoá-los e seguir vivendo com alegria. Já adulta e mãe de família, resolveu cursar psicologia. Hoje ela trata pacientes que também lutam contra o transtorno de estresse pós-traumático e já transformou a vida de veteranos de guerra, mulheres vítimas de violência doméstica e tantos outros que, como ela, precisaram enfrentar a dor e reconstruir a própria vida. Este é um relato emocionante de suas memórias e de casos reais de pessoas que ela ajudou. Uma lição de resiliência e superação, em que Edith nos ensina que todos nós podemos escapar à prisão da nossa própria mente e encontrar a liberdade, não importam as circunstâncias.

A Bailarina de Auschwitz nos presenteia com uma história verdadeira que promete emocionar e inspirar muitos leitores! Edith Eger tinha apenas 16 anos quando toda a sua realidade foi alterada, e nesse livro ela nos conta suas terríveis experiências, mas também nos traz mensagens de esperança, amor, resiliência e, até mesmo, perdão.

Ler A Bailarina de Auschwitz foi uma experiência incrível para mim, pois me despertou diversos sentimentos diferentes! A força e a bondade da Edith me tocaram profundamente, assim como seus relatos. E, apesar dessa narrativa se tratar de uma autobiografia, em momento algum a leitura foi maçante. Inclusive, na maior parte do tempo, é como se estivéssemos apenas lendo uma história em primeira pessoa. Afinal, a Edith consegue evocar muito bem os lugares, as situações e os seus sentimentos – e ela conta tudo de forma gradativa, sem nos deixar com dúvidas no meio do caminho.

Não quero que você leia minha história e diga “Meu sofrimento é menos importante”. Quero que você afirme “Se você pode fazer isso, eu também posso!”.

Edith Eger tinha apenas 16 anos quando tudo começou a mudar. Para começar, ela era uma excelente ginasta – e bailarina – quando, por ser uma judia húngara, ela perdeu seu lugar na equipe olímpica. Quando isso aconteceu, não tinha como Edith saber que, pouco tempo depois, sua família seria desfeita e ela estaria sendo levada para Auschwitz por soldados alemães.

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Edith Eger (Image 5)

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Edith Eger na adolescência.

Avançamos lentamente até nos aproximarmos do homem que, com um movimento do dedo indicador, decidirá nossos destinos. Ainda não sei que esse homem é o Dr. Josef Mengele, o infame Anjo da Morte.

Era para ser uma noite de comemoração judaica, mas antes do amanhecer a casa da família é invadida e logo todos estão sendo levados para o desconhecido. De uma hora para outra, Edith perde sua mãe, pai e namorado. A única pessoa que ainda continuou com ela foi a sua irmã, Magda, então elas encontram força uma na outra.

Com certeza, é genuíno observar como o fato de ter alguém próximo em um lugar tão terrível como um campo de concentração fez toda a diferença para a Edith e Magda. As duas criaram um elo muito forte, então é lindo ver como uma consegue fortalecer a outra, quando a vontade de desistir pesa. Definitivamente, A Bailarina de Auschwitz traz – apesar de tudo – uma forte mensagem de esperança, além de nos mostrar como uma pequena atitude pode fazer uma grande diferença.

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Edith e sua irmã Magda.

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Edith e sua irmã Magda.

Edith Eger descreve com profundidade o cenário do Holocausto, e em diversos momentos me emocionei não só com a triste situação dos prisioneiros, mas também com os momentos em que eles conseguiam encontrar um senso de irmandade. São tantas as crueldades narradas nesse livro, e é realmente lamentável pensar nas coisas que os seres humanos são capazes de fazer.

A Edith Eger passou por tantas experiências cruéis e inimagináveis, então não faltam emoções em seu livro! Ela esteve – por vezes – muito perto da morte, precisou roubar comida e, até mesmo, dançar para um dos homens mais cruéis e comentados na história do nazismo. Agora, imagine ler tudo isso sabendo dos seus sentimentos, anseios e esperanças – é de deixar qualquer um com o coração na mão.

Em Auschwitz, todos os dias nos mandavam para os chuveiros, e todo banho era carregado de incerteza. Nunca sabíamos se ia sair gás ou água do cano.

A nossa narradora, Edith Eger é reconhecida por seu ótimo trabalho na área da psicologia, e por vezes eu senti como se estivesse em uma consulta com ela. Afinal de contas, Edith consegue se conectar e se dirigir muito bem ao leitor, de modo que começamos a acreditar que, realmente, podemos desmantelar a nossa prisão – muitas vezes, criada por nós mesmos.

Se você se interessa por histórias relacionadas à Segunda Guerra Mundial, e quer saber mais sobre os tratamentos infrigidos aos judeus, essa certamente é uma leitura válida. Contudo, o livro de Edith Eger vai além disso, contando não só sobre a época mais obscura de sua vida, mas também sobre como foi seu longo processo de cura.

Sem dúvidas, vale muito a pena ler A Bailarina de Auschwitz! Através de seu resgate de memórias, Edith Eger nos comove com sentimentos de esperança, amor, bondade e resiliência – que mesmo nas circunstâncias mais terríveis, não deixaram de existir. Essa é uma história sobre como nossas escolhas têm o poder de mudar todo o rumo da nossa vida, e nos salvar da nossa própria prisão.

Se eu sobreviver hoje, amanhã serei livre.

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