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A Padaria dos Finais Felizes

07 jan 20 4 mins. de leitura
por Juliana Sandis

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Título A Padaria dos Finais Felizes
Autor(a) Jenny Colgan
Tradutor(a) Thaís Paiva e Stephanie Fernandes
Editora Arqueiro
Páginas 336
Ano 2019
Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico. Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas. O hobby se transforma em paixão e ela logo começa a operar sua magia adicionando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor. A padaria dos finais felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar.

Polly Waterford precisa reencontrar seu próprio caminho depois de ir a falência com a empresa que tinha com o ex-namorado. Enquanto o banco tenta vender o antigo apartamento deles para quitar as dívidas, Polly precisa de um lugar para ficar. Porém, aos 32 anos, ela não quer ter que pedir ajuda aos amigos, muito menos voltar a morar com a mãe. Com um orçamento super limitado, existem pouquíssimas opções na cidade onde vive. Mas afinal, o que ainda a prendia ali?

Decidida a explorar outras possibilidades, Polly encontra um apartamento grande e que cabe em seu orçamento: em Mount Polbearne, uma ilha na Cornualha, acessada apenas por barco ou por uma pequena ponte – ponte esta que fica disponível apenas algumas horas por dia quando a maré está baixa. Pitoresco para dizer o mínimo, não é? O apartamento está em péssimo estado, assim como quase toda a ilha, abandonada às intempéries do tempo e do mar.

Entretanto, reunindo toda a coragem e força que ainda possui, Polly se muda para o apartamento, tentando pensar que é apenas uma medida provisória, só até ela conseguir um emprego e se reerguer. Assim, para manter a cabeça longe dos problemas, Polly literalmente põe as mãos na massa e se dedica ao passatempo favorito: fazer pães. Mas, conforme a moça conhece as pessoas na cidade e oferece seus pães, tentando criar vínculos de amizade e até mesmo fazer algum dinheiro, ela começa a encontrar mais problemas.

Acontece que a única padaria da cidade tem como proprietária uma senhora muito estressada e que está indignada por Polly ter a ousadia de tentar roubar sua clientela. Ah, e por acaso, a mesma senhora é a dona do apartamento que Polly alugou. Porém, acredite, este é apenas um dos novos percalços na vida da protagonista, que enfrentará desde desafios pessoais, para descobrir o que realmente quer para sua vida, e o que precisa fazer para alcançar seus objetivos, até problemas envolvendo relacionamentos e amor.

Apesar de tudo o que acontece com a personagem, o que mais gostei sobre a Polly é que ela nunca perde a coragem ou a força de recomeçar. Ela tem seus momentos de fraqueza sim, de cair no choro e precisar de amparo, mas ela sempre acorda no dia seguinte tentando ver o lado bom das coisas, com sua força renovada e buscando ser feliz. A história traz uma ótima mensagem sobre crescimento pessoal, sobre acreditar em si mesma e seguir o que pede seu coração.

Inclusive, eu acredito que A Padaria dos Finais Felizes é justamente um livro sobre isso: crescimento e superação – muito mais do que um livro romântico. A protagonista se envolve em um triângulo amoroso – elemento que algumas pessoas adoram, mas que eu, particularmente, não gosto em um livro – mas o foco da história não foca apenas no desenrolar do romance.

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No decorrer da história, a gente também se envolve com a vida de toda a pequena cidade. Desde os pescadores, à senhorinha da padaria, até aos amigos malucos da Polly. Esses personagens secundários dão tons diferentes ao enredo, às vezes despertando drama e as vezes boas risadas, e isso tornou a leitura muito dinâmica.

Apesar de gostar do livro, também acho importante destacar algum dos pontos negativos. Primeiramente, a escrita da autora é um pouco confusa, ela escreve trechos com muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, e apresenta saltos temporais “estranhos”. Em alguns momentos eu não conseguia saber se a protagonista estava relembrando algo ou presenciando. A grande quantidade de personagens também pode deixar o leitor um pouco perdido, tentando lembrar quem é quem. Além disso, os personagens, tanto os principais quanto os secundários são super indecisos e enrolados, fazendo com que a trama desse voltas desnecessárias para chegar a uma conclusão óbvia.

Embora o foco da história não seja o relacionamento da protagonista com seu par amoroso, o final do livro vem para satisfazer nossos desejos românticos, com cenas dignas de filmes da sessão da tarde. Então, se você gosta de narrativas descontraídas, A Padaria dos Finais Felizes pode ser uma escolha excelente!

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

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P.S. A termo de curiosidade, uma vez que as descrições da ilha foram uma das coisas que mais me encantaram nesse livro, eu decidi pesquisar mais a respeito da Cornualha, que é um condado da Inglaterra, e trouxe algumas informações para vocês. Até onde pude descobrir a ilha de Mount Polbearne não existe, mas a autora se baseou na ilha de St Michael Mount, uma ilha da maré, conectada a cidade de Marazion por uma ponte estreita e que só fica disponível para passagem a pé durante 4 horas por dia, sendo engolfada pelo mar durante todo o restante do tempo. – O site da cidade mostra como a ilha fica durante as diferente marés, e eu achei tão legal! É uma ilha turística e possui apenas 30 habitantes fixos. Fiquei encantada e com muita vontade de conhecer!

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