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Resenhas

Já Disse Que Te Amo?

04 ago 19 3 mins. de leitura
por Mandy Ariani
Esta publicação é fruto de uma PARCERIA

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Título Já Disse Que Te Amo?
Autor(a) Estelle Maskame
Tradutor(a) Alves Calado
Editora Arqueiro
Páginas 336
Ano 2019
Romance, lealdade e drama em uma trilogia que envolve o leitor desde a primeira página. Três verões inesquecíveis de segredos, mágoas e amores proibidos e avassaladores. Eden Munro foi para a Califórnia aproveitar o sol, as praias e celebridades. Seria um verão maravilhoso se ela não tivesse que conhecer sua nova família, repleta de estranhos: um pai que não vê há três anos, uma madrasta simpática até demais e três irmãos postiços. Na casa chique, ela vai ter que ficar bem ao lado do quarto de Tyler Bruce, o mais velho dos irmãos. Ele tem olhos verdes que transbordam raiva e sarcasmo, um ego maior que uma mansão de Beverly Hills e cara de poucos amigos. Eden nunca tinha conhecido alguém tão desagradável e tão... intrigante. Aos poucos, Eden tenta entender o que faz de Tyler uma pessoa tão envolvente quanto o clima da Califórnia. Em meio às festas e às novas amizades, ela percebe que está se apaixonando pela única pessoa que não deveria. Já Disse Que Te Amo? é o primeiro livro da trilogia de Estelle Maskame, que teve mais de 4 milhões de acessos no Wattpad.

Na resenha de hoje, nós vamos falar de um romance que gerou opiniões controversas entre os leitores – e não tinha como isso não acontecer nos tempos atuais. Já Disse Que Te Amo? é o primeiro volume de uma trilogia de mesmo nome, na qual seremos convidados a acompanhar a história de dois jovens que vão passar o verão juntos. Então, vem saber mais sobre essa história!

Já disse Que te Amo? gira em torno de uma adolescente de dezesseis anos, Eden Munro, que se surpreendeu bastante com o convite do seu pai para passar o verão com sua nova família no sul da Califórnia. Sendo uma relação recheada de mágoas e pendências, a nossa protagonista não estava necessariamente empolgada em rever seu pai, mas tinha seus motivos para aceitar o convite e assim o fez.

Com uma madrasta esforçada para estabelecer uma relação amigável e dois irmãos postiços mais novos, foi Tyler quem causou uma grande primeira impressão. E, claro, na figura desse personagem se encontrarão algumas das maiores controvérsias da história. Afinal, ele é o estereótipo do protagonista bad boy, que não tem sido mas tão bem aceito nos livros como era antigamente.

Com seus dezessete anos, Tyler é um usuário de drogas – assim como a maioria dos adolescentes nessa história – e nem um pouco civilizado. Na verdade, por vezes, ele mostra seu comportamento egoísta, arrogante e, até mesmo, agressivo. Porém, como já podemos adivinhar, tudo isso não passa de uma “máscara” e ao final haverá algo para justificar todo o seu comportamento destrutivo.

Por que estou tão fascinada por um cara que não parece se importar com nada? Eu deveria odiá-lo por ser tão babaca, tão arrogante, tão egoísta. Só que não consigo mais ignorá-lo, independentemente de quantos comentários ridículos ele faça, de quantos baseados ele fume e de quanto álcool consuma no espaço de uma hora, porque tenho certeza absoluta de que ele não faz isso apenas para parecer legal ou impressionar os caras com quem anda.

Sinceramente, não gosto do fato dessa narrativa ter jovens como público-alvo, pois além das mensagens totalmente deturpadas que o enredo traz, nenhum dos problemas são realmente aprofundados. Então, nós temos uma protagonista tendo problemas e inseguranças com seu corpo, personagens que ultrapassam o limite do aceitável com as drogas (lícitas) e pais que simplesmente somem da história. Contudo, esses pontos não são trabalhados e não ganham nada além de diálogos pouco esclarecedores. No fim, tudo é utilizado como “chave” para o romance central.

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Sem dúvidas, há traumas insuperáveis e as vítimas merecem toda a nossa empatia. Contudo, na minha concepção, isso não deveria ser usado para justificar uma relação amorosa nada saudável, assim como atitudes abusivas – que não deveriam servir como nada além de um alerta, principalmente, para as meninas.

– Odeio comer porcaria, se é isso que você está se perguntando – falo, o que não é bem verdade. Não é a comida que eu odeio: são os efeitos.

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

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Além disso, apesar das poucas páginas e da escrita relativamente simples, a leitura não fluiu nem um pouco. Infelizmente, o livro dá voltas e mais voltas, forçando situações para que os protagonistas possam se relacionar, além de trazer uma carga de dramas desnecessários. A falta de profundidade nas relações, torna Já Disse Que Te Amo? um livro com “muito do mesmo”, ou seja, mesmos dramas, mesmos diálogos, mesmos conflitos e mesmas situações. Ao fim, não teve como não sentir um cansaço dessa falta de evolução. Embora, a trama tente nos convencer do contrário.

E sabe de uma coisa, Eden? Você tem razão. Eu estou perdido. Estou completamente perdido nesse mundo de merda.

Com personagens nada cativantes, uma trama que apela para o pior tipo de clichê e uma ausência de “realidade” nas relações, a narrativa de Estelle Maskame não me conquistou e, talvez, seja uma das minhas piores leituras do ano. Portanto, não devo ler os próximos volumes. Mas e você, caro leitor, já leu esse livro? Conte-me o que achou nos comentários!

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