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Resenhas

Pax por Sara Pennypacker

01 dez 18 3 mins. de leitura
por Elisabete Cristina

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Título Pax
Autor(a) Sara Pennypacker
Editora Intrínseca
Páginas 288
Ano 2016
Peter e sua raposa são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas.

Não são muitos livros que retratam a implacável amizade entre um animal de estimação e seu dono. O amor é recíproco, e não precisa de palavras para ser definido, apenas gestos e pequenos atos. Pax vai mostrar isso para o leitor através de dois amigos inseparáveis, uma raposa e um menino. Se você é o tipo de pessoa que ama animais, então com toda certeza será cativado por essa história que preencherá seu coração.

Peter perdeu sua mãe jovem demais, e até hoje é impactado pela sua morte. Ele tenta ser forte, mas por dentro reprime um terrível sofrimento. Meses depois da morte da mãe, Peter encontrou uma raposa fêmea que havia sido atropelada na estrada e sentiu a necessidade de enterrá-la. Nesse processo, ele acabou encontrando o ninho da fêmea e, dentre três filhotes, havia um único respirando. O protagonista sentiu um enorme desejo de ampara-lo, tendo em vista que os dois carregavam a mesma dor: a perda de uma mãe.

Não é porque não está acontecendo aqui que não está acontecendo.

Anos depois da adoção do animal, e com a aproximação de uma guerra, o pai de Peter é recrutado para o exército e, por isso, ele deve ir morar com seu avô. Diante da explicação de que Pax não poderia ficar na casa desse parente, ele e o pai o abandonam na beira da estrada. Completamente indefeso e confuso, Pax é forçado a lidar com a natureza da qual foi salvo ainda filhote. Como se não fosse o bastante para a pobre raposa domesticada, ela ainda terá que lidar com todo o conflito que configura uma guerra.

Tem uma doença que às vezes dá nas raposas que as faz deixar de agir de maneira normal e atacar estranhos. A guerra é uma doença humana parecida.

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A história se desenvolve quando Peter, sentindo-se culpado e arrependido, sai em uma busca para recuperar seu único e melhor amigo. Em contrapartida, Pax que sempre sentiu-se responsável por Peter, vai tentar  encontrar “seu menino” a todo custo. Durante a difícil missão de se reencontrarem, Pax e Peter entrarão numa jornada de descobrimento, enquanto aprendem o significado de lealdade e confiança.

A verdade mais simples pode ser a coisa mais difícil de enxergar quando envolve a nós mesmos. Se você não quiser ver a verdade, vai fazer o que for preciso para disfarçá-la.”

Um fator importante na conquista do leitor é, sem dúvidas, o projeto gráfico do livro. Afinal, nessa obra somos surpreendidos com ilustrações – simples e belas- e esse toque a mais deixa a história ainda melhor. O enredo também ajuda a manter o interesse do público, pois a cada capítulo a narrativa é desenvolvida na perspectiva de um dos protagonistas, o que nos aproxima dos seus sentimentos e intensifica nossa empatia pelos personagens.

Durante a trama, os dois amigos irão amadurecer muito, e aprenderão a se fortalecer com a dor e enxergar o mundo com olhos novos. É impossível não se envolver por essa história encantadora e com personagens, extremamente, interessantes. O leitor percorrerá, junto com Peter e Pax, um caminho de autodescoberta. E, ao final da trama, sentimos que a história não terminou apenas por ser a última página. Pois depois do fim, sempre há um novo começo.

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J. K. RowlingHarry Potter, 1997-2007.

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