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Um Estranho Sonhador

02 jul 20 4 mins. de leitura
por Mandy Ariani

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Título Um Estranho Sonhador
Autor(a) Laini Taylor
Tradutor(a) Eloise de Vylder
Editora Universo dos Livros
Páginas 544
Ano 2019
O sonho escolhe o sonhador, e não o contrário – e Lazlo Estranho, órfão de guerra e bibliotecário júnior, sempre temeu que seu sonho tivesse escolhido mal. Desde os cinco anos, ele era obcecado pelos mistérios de Lamento, uma cidade mítica perdida. O que aconteceu lá duzentos anos atrás que a separou do restante do mundo? Que tipo de deuses existiam lá e foram mortos pelo Matador de Deuses? Essas respostas o aguardam em Lamento, mas também mais mistérios – incluindo a deusa de pele azul que aparece nos sonhos de Lazlo. Neste romance de tirar o fôlego – indicado para sonhadores dispostos a se aventurar em mundos mágicos, repletos de personagens marcantes e seus conflitos emocionais –, a sombra do passado é tão real quanto os fantasmas que assombram a cidadela de divindades assassinadas. Aventure-se em um mundo mítico de horror e maravilha, mariposas e pesadelos, amor e massacre.

Um Estranho Sonhador, de Laini Taylor, presenteia os leitores de fantasia com conceitos maravilhosos e um universo extremamente intrigante. Na companhia de Lazlo Estranho, um dos protagonista mais cativantes e sonhadores que você vai conhecer, é impossível não ser capturado por essa leitura e pelos mistérios que permeiam a história.

A trama acompanha Lazlo Estranho, um jovem órfão e bibliotecário, que passa seus dias catalogando livros, auxiliando grandes acadêmicos e – o mais importante – sonhando com a cidade de Lamento e tentando desvendar seus mistérios. Através dos livros, Lazlo se encontra com seu maior desejo e estuda tudo sobre o lugar mítico que supostamente existiu há muito tempo, mas desapareceu da memória de todos e deixou apenas o nome “Lamento” no lugar.

Os “mistérios de Lamento” não eram mistérios de Lamento, Lazlo pensou. Eles eram bem maiores do que este lugar. Maiores do que o mundo.

Com o tempo, a cidade e sua grandiosidade passou a ser vista como uma mera lenda, mas não para Lazlo. Na condição de um grande sonhador e alguém que anseia por presenciar a magia, ele foca suas energias em descobrir tudo sobre o enigma de Lamento, mesmo que isso faça-o parecer bastante tolo. Porém, quando o inesperado acontece e uma oportunidade única aparece, Lazlo precisará superar seus anseios e lutar para viver a aventura que sempre sonhou.

Definitivamente, Lazlo Estranho é o maior acerto de Um Estranho Sonhador. O protagonista é, praticamente, uma representação de todo leitor que encontra um refúgio nos livros, mas adoraria embarcar numa jornada para conhecer os mundos que visita através das páginas. Com seu conhecimento sobre as mais variadas histórias e uma mente aberta, Lazlo entende e vê coisas que passam despercebidas aos olhos dos outros – o que faz nós, leitores, sentirmos muita simpatia pelo personagem.

Era impossível, é claro. Mas quando é que isso impediu um sonhador de sonhar?

Contudo, embora os sonhos guiem o nosso herói ao máximo, logo ele descobrirá que a vida também é formada por pesadelos e algumas dores podem ser incrivelmente difíceis de superar. Pelo menos, é isso que começamos a entender quando ele conhece Sarai, uma jovem de pele azul que carrega um fardo difícil e pode mudar a percepção de Lazlo sobre muitas coisas.

A narrativa de Um Estranho Sonhador é intercalada entre Lazlo e Sarai, então com o passar das páginas vamos acompanhando sua jornada desafiadora, mas também marcada por descobertas maravilhosas. Ao contrário de Lazlo, no entanto, Sarai não é uma protagonista tão cativante e – para ser totalmente sincera – ela assume um papel importante no livro, mas não necessariamente faz algo importante ao longo da história (com exceção, talvez, de uma ocasião). Em diversos momentos, eu tive a sensação de que ela existia, principalmente, para ajudar na narrativa do Lazlo e ser salva.

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Só quero dizer – ele apressou-se a explicar – que se você tem medo dos seus próprios sonhos, é bem vinda aqui no meu.

Com relação ao envolvimento amoroso de Lazlo e Sarai, o amor acontece muito instantaneamente e sem um desenvolvimento mínimo, mas isso não me incomodou tanto e o universo criado pela autora nos faz entender esse tipo de recurso. Portanto, ao meu ver, esse não é um livro com um “romance épico” e não acho que esse relacionamento seja o que há de mais positivo na obra, mas sim a jornada de Lazlo e o mundo criado por Laini Taylor.

No mais, ler Um Estranho Sonhador é como sonhar acordado. Apesar de algumas ressalvas acerca de algumas escolhas da autora, a escrita é muito poética e utiliza metáforas incríveis. Sem dúvidas, essa leitura possui tudo para conquistar os amantes de fantasia e nos envolver completamente. Prepare-se, então, para um caminho recheado de magia e sonhos!

O Segundo volume da duologia foi lançado recentemente no Brasil e já pode ser adquirido no formato e-book:

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

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As respostas aos mistérios apresentados no primeiro volume estão nesta linda história de amor e ódio, vingança e redenção, destruição e salvação – a emocionante sequência do aclamado Um estranho sonhador.
Sarai vive e respira pesadelos desde os seis anos de idade. Ela acreditava que conhecia todo horror e que nada a surpreenderia – mas estava errada. Após o final surpreendente do primeiro volume da duologia, Sarai e Lazlo – o estranho sonhador – lutam para compreender os novos limites de si mesmos enquanto sofrem nas mãos de uma deusa de mente sombria que deseja se vingar dos habitantes da cidade de Lamento.
Enquanto humanos e deuses temem as consequências desse embate, um novo inimigo quebra suas frágeis esperanças e os mistérios dos Mesarthim são ressuscitados: de onde vieram os deuses e por quê? O que foi feito com as milhares de crianças nascidas no berçário da cidadela? E o mais importante de tudo: ao abrir portas esquecidas que revelam novos mundos, os heróis sempre devem matar monstros, ou é possível salvá-los?
Sarai vai descobrir que apenas a mais terrível necessidade pode nos mostrar nossas próprias profundezas – e ela, a Musa dos Pesadelos, ainda não descobriu do que é capaz.

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Cornelia FunkeCoração de Tinta, 2003.

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