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Uma Morte Horrível

06 maio 19 3 mins. de leitura
por Mandy Ariani

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Título Uma Morte Horrível
Autor(a) Pénélope Bagieu
Tradutor(a) Fernando Scheibe
Editora Nemo
Páginas 128
Ano 2016
Zoé trabalha em excesso e ainda precisa suportar o namorado desempregado e grosseiro. Até que cruza o caminho de Thomas, um escritor de sucesso à procura de inspiração. Nada intelectual, ela não sabe diferenciar Balzac de Batman, mas vai ter que ficar esperta… porque Thomas esconde um segredo que coloca Zoé no meio do que pode se tornar o escândalo literário do século. De uma das quadrinistas mais conhecidas da França, Uma morte horrível é uma história de amor e ambição com uma heroína inesquecível.

Meu amor por graphic novels não é segredo para ninguém, então quando tive a oportunidade de conhecer Uma Morte Horrível fiquei, extremamente, animada. Afinal, essa história foi criada por uma das quadrinistas mais famosas da França – Pénélope Bagieu. E, fico feliz em dizer, eu não me decepcionei!

Quando me deparei com a narrativa de Bagieu, eu esperava apenas um enredo bem-humorado e divertido, mas a autora nos presenteou com algo que vai muito além disso. Através de seu livro, Pénélope aborda a falta de perspectiva de vida, abuso no local de trabalho, fama e, até mesmo, um relacionamento doentio. Com uma protagonista cativante e uma história envolvente, o leitor é simplesmente arrebatado para Uma Morte Horrível.

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

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Zoé é uma jovem parisiense sem muita ambição. Apesar de ter apenas 22 anos, a personagem está sempre cansada de tudo e todos. Afinal, ela namora com um cara desempregado e super grosseiro, além de trabalhar com algo que não a satisfaz. Um dia, quando pensava sobre a vida, Zoé acaba conhecendo um escritor misterioso, Thomas Rocher. Mesmo sem nunca ter ouvido falar dele, o rapaz alega ser um autor de sucesso, mas a protagonista o desconhece – já que nunca se interessou por literatura.

Certamente, Thomas e Zoé são completamente opostos, pois ela é uma moça extrovertida, faladeira e sem muita afinidade com os livros, enquanto que ele é tímido e super culto. Essas características distintas, sem dúvidas, trazem situações divertidas e inusitadas para a obra de Pénélope. E, independente das diferenças óbvias, Zoé e Thomas ficam, cada vez mais, íntimos.

– Uma musa do salão do automóvel morando com um desempregado que dorme de meias, essa não é a minha vida.

Contudo, tem algo bem estranho sobre o relacionamento de Zoé e Tomas, e logo ela começa a perceber isso. Por exemplo, por qual motivo ele nunca sai de casa? por qual razão ele mantém sempre as cortinas fechadas? Logo, esses e outros mistérios começam a surgir. E, para piorar, Zoé é obrigada a conviver com a editora – e também ex-mulher – de Thomas, a Agathe.

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Agathe é uma mulher elegante, inteligente e charmosa. Quando ela conhece a Zoé, é evidente que a vê com certo escárnio. No entanto, acha curioso o fato da jovem ter inspirado seu ex-marido a escrever novamente. Nesse contexto, é impossível que não surja uma rivalidade entre as duas mulheres, mas o pior ainda está por vir. Entre idas e vindas, Zoé finalmente descobre o segredo de Thomas, que pode vir a ser um grande escândalo literário.

© Material de divulgação passível de direitos autorais.

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Uma exploração divertida e inovadora da criação literária e da relação de um escritor com a fama… Absolutamente cativante.

A história de Bagieu se configura como uma leitura fluida, bastante envolvente e tranquila de se ler. Além do mais, seus desenhos são, em sua simplicidade, incrivelmente lindos. Se você gosta de tramas interessantes e com finais surpreendentes, não deixe de dar uma chance para essa graphic novel!

Como nada é perfeito, um dos pontos negativos de Uma Morte Horrível é a falta de uma construção mais detalhada dos personagens. Na minha concepção, esse livro alcançaria mais excelência se o leitor tivesse mais oportunidades de se conectar com os protagonistas e entendê-los melhor. Pois, quando isso não acontece, gera uma desconfiança acerca do planejamento da narrativa. Por isso, inclusive, muitos leitores não gostaram do final do enredo – não foi o meu caso.

De qualquer maneira, com certeza vale a pena acompanhar Zoé, Thomas e Agathe em suas jornadas. Todos eles funcionam bem em um conjunto, originando uma trama que nos envolve completamente!

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