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Vergonha

22 abr 19 3 mins. de leitura
por Mandy Ariani
Esta publicação é fruto de uma PARCERIA

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Título Vergonha
Autor(a) Brittainy C. Cherry
Editora Record
Páginas 420
Ano 2019
Um amor inesperado que surge de forma inusitada e arrebata a vida de Grace Harris. Grace Harris está perdida e sozinha em sua casa em Atlanta depois que o homem que ela pensou que ficaria a seu lado pelo resto da vida traiu sua confiança, partiu seu coração e saiu de casa, deixando seu casamento em suspenso. Grace resolve, então, passar o verão com a família em Chester, sua cidade natal, para respirar, dar um tempo de tudo. Sua vida está uma bagunça e o que ela precisa no momento é de um pouco de gentileza e compaixão. Por incrível que pareça, Grace encontra isso na pessoa mais improvável de todas: Jackson Emery, a ovelha negra da cidade. Conhecido como a erva daninha de Chester, ele é sinônimo de encrenca, e não faz nada para mudar essa imagem. Tendo perdido na infância o que havia de mais valioso na vida, Jackson se tornou um homem amargurado e não dá a mínima para o que pensam dele. Os caminhos de Grace e Jackson acabam se cruzando de um jeito inusitado e a tristeza profunda que carregam atrai os dois como ímã. Ambos sabem que não foram feitos um para o outro, mas, como tudo vai acabar mesmo com o fim do verão, resolvem deixar rolar e se entregar a uma diversão passageira. Porém, o que Grace não imaginava é que seu coração, já destroçado, seria obrigado a aprender que certos relacionamentos são capazes de causar dores muito profundas, e que é sempre preciso fazer uma escolha.

Vergonha é o mais recente romance da Brittainy C. Cherry, que nos traz a história da Grace Harris e do Jackson Emery, personagens completamente diferentes, mas que – por ocorrências da vida – acabam se “completando”. Sem dúvidas, esse é um daqueles livros que, na minha concepção, há uma linha tênue entre o bom e o ruim, então é o olhar de cada leitor sobre a obra que fará toda a diferença.

Durante a leitura de Vergonha, eu só conseguia pensar em como os personagens dessa história estavam precisando de uma boa sessão de terapia, mas isso não é uma surpresa. Afinal, essa narrativa aborda um romance entre duas pessoas que foram, extremamente, magoadas. Contudo, eu senti que assuntos muito sérios foram resolvidos de uma forma simples demais – como por exemplo, o fato de alguém tentar suprimir o vício pelas drogas com sexo. Então, apesar de eu entender que o objetivo da escritora foi – talvez – mostrar que empatia e amor bastavam para curar, algumas coisas sobre o relacionamento dos protagonistas foram banalizadas.

Às vezes, a coisa mais difícil do mundo é amar alguém que partiu seu coração.

A trama de Vergonha se desenvolve a partir de Grace Harris, uma mulher muito gentil que leva a opinião de todos em consideração – menos a dela. Mesmo assim, Grace foi traída da pior forma possível por seu marido, Finn. Agora, ele estava em processo de mudança para Chester, a cidade natal dos dois, e como Grace tinha uma pequena esperança de trazê-lo de volta e precisava contar para sua família sobre a separação, ela decide passar o verão em Chester também. No entanto, a nossa protagonista vai encontrar algo muito importante na sua antiga morada.

Jackson Emery é a ovelha negra da cidade, sendo super conhecido e julgado por alguns de seus comportamentos. Porém, Jackson não se importa mais com nada e, por ter perdido algo que amava no passado, ele se tornou muito solitário e amargurado. Felizmente, quando Grace chega à cidade e ele se vê na necessidade de ajudá-la, o mundo começa a parecer menos pesado para Jackson, mas não menos complicado.

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Com todo o ódio que eu sentia pela cidade, era bom saber que o sentimento era mútuo. Os cidadãos de Chester me odiavam tanto quanto eu os desprezava – talvez até mais.

Sem dúvidas, uma das melhores coisas no enredo da Brittainy é o desenvolvimento dos personagens, é incrível como a imagem que construímos de alguns deles vai mudando e nós começamos a entendê-los melhor. A escritora  também trabalha muito bem os conceitos de empatia, ao incentivar – através de seus personagens – que tentemos realmente entender o próximo antes de julgá-lo.

Vergonha tem uma narrativa super fluida, com personagens interessantes e diálogos naturais. Inclusive, uma sacada maravilhosa da escritora foi criar dois protagonistas que gostam de ler, pois isso trouxe uma atmosfera diferente para a história. Além disso, o fato da narrativa ser intercalada entre os principais tornou a leitura mais dinâmica, nos permitindo entender os dois lado da mesma moeda. E, ao contrário de outros livros do gênero, Vergonha foca na jornada de autoconhecimento dos protagonistas, que estão claramente perdidos. Então, tem romance sim, mas é evidente que esse não é o foco do enredo.

Se um dia você se apaixonar de novo, por favor, que seja por mim.

No geral, não me arrependo de ter apostado nessa leitura, afinal é uma história que aborda temas importantes como o abandono, a empatia, a fé, e muito mais. Então, se você gosta de romances que lidam com tantos assuntos da nossa realidade, essa – certamente – pode ser uma boa leitura!

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